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Técnicas e Dicas de Oratória - Curso de Oratória - Instituto Wajntraub

Técnicas e Dicas de Oratória

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Aprenda Como Preparar um Bom Discurso com o Curso de Oratória do Instituto Simon Wajntraub

Técnicas e Dicas de Oratória - Curso de Oratória

Ao preparar um discurso, procure responder, a si mesmo, as seguintes perguntas: Qual é o tema a ser abordado? Qual é o objetivo deste discurso? A que público se destina (gênero, idade, educação)? Para quantas pessoas irei discursar? O que os ouvintes sabem sobre o tema? Como os ouvintes chegaram até mim e por que eles estão aqui? Como devo me posicionar? Todos conseguem me ver e ouvir? Do que eu e meus ouvintes precisamos? De que necessidades eu devo tratar, especificamente? O que o público espera ouvir ou aprender com o meu discurso? Qual a duração da palestra/exposição? Quais recursos eu tenho disponíveis?

Destine um tempo para redigir, ensaiar e rever seu discurso. Um texto para trinta minutos de discurso, por exemplo, exige aproximadamente 4.800 palavras e várias horas de trabalho. Na escrita, a repetição de ideias e palavras pode ser inadequada, na oratória, entretanto, é fundamental. Ao utilizar tópicos, faça-os curtos; o tópico deve resumir a ideia geral do texto, ou seja, ao ler uma palavra do tópico, você deve ser capaz de lembrar várias ideias complexas. Esquematizar o discurso em de tópicos é uma maneira rápida de montá-lo. Cada tema deve ser resumido e o todo deve ser reunido em forma de notas.

  • Para ficar mais seguro durante o discurso, pesquise e estude a matéria sobre a qual você irá falar. Bibliotecas e a internet são ótimas fontes de pesquisa.
  • Reflita a mensagem que você pretende transmitir: esquematize seus pontos principais e certifique-se que os pontos por você escolhidos são coerentes com o já dito anteriormente, a menos que você pretenda negar suas ideias propositalmente.
  • Quanto ao tema escolhido, não discurse apenas sobre o que o público espera ou deseja ouvir. Busque um meio termo entre o que a plateia deseja escutar e o que você quer falar.
  • Torne a sua palestra interessante. Para tanto, inclua curiosidades, brincadeiras, histórias legais ou outros que despertem o interesse do público. 
  • Estruture sempre um discurso simples e sucinto.
  • Estude e treine seu discurso do começo ao fim.

Estrutura do discurso

O discurso deve ser composto das seguintes partes: introdução, desenvolvimento e conclusão.

Introdução

Demonstra o que vai ser dito ao longo do texto. Uma introdução bem construída é fundamental para qualquer apresentação, afinal ela prepara o ouvinte para receber bem a continuação do discurso. O orador deverá atrair a atenção do público, retendo a sua atenção e provocando a sua curiosidade.

Pode-se seguir nesta fase a seguinte sequência:

  • Apresentação pessoal;
  • Comentar os principais aspectos do tema e aquilo que se pretende alcançar com o discurso;
  • Expor a metodologia e as regras a seguir.

Como atrair a simpatia do público:

  • Respeite-o. Trate-o com dignidade; seja pontual.
  • Não aparente ser superior ou infalível.
  • Crie um ambiente de maior descontração, aproximação entre você e o público. Para tanto, brinque com seus defeitos, mas sem se ridicularizar ou se expor.
  • Elucide seu discurso utilizando-se de exemplos familiares à plateia e ao assunto abordado.
  • O corpo fala. Conheça o significado dos gestos emitidos pela plateia para reagir de maneira adequada.

Desenvolvimento

É o corpo do discurso. Nesta fase é importante que o público entenda exatamente a mensagem que se quer transmitir. Para tanto, o discurso de ser simples e conciso; seguir uma ordem clara e objetiva.

  • Utilize-se de notas ou fichas para auxiliá-lo no discurso, porém não as leia para o público. O cérebro conserva pouco o que se ouve, logo, torne seu discurso mais inteligível, acessível ao ouvinte.
  • Fale com ritmo suave e com clareza. Para isso, utilize-se de frases curtas; elas facilitam a coerência e a transição lógica entre os assuntos abordados.
  • Coloque em ordem as suas ideias e argumentos e exemplifique-os. Apoiar a explicação em exemplos auxilia a compreensão da mensagem pelo público.
  • Evite usar anotações enquanto fala e seja confiante ao se mover pelo palco. Isso torna você e sua fala mais acessíveis e põe fim ao bloqueio psicológico do “subir no tablado”.
  • Ao discursar, olhe para o centro do auditório – a distância ideal é aproximadamente de dois terços do espaço que separa a última fila e o palco.
  • Em geral, os ouvintes tendem mais a apoiá-lo do que hostilizá-lo. Portanto, utilize-se disso para ganhar confiança.
  • Mantenha contato visual e estimule a participação da plateia – faça perguntas individuais ou gerais.
  • Faça o público rir. Isso auxilia na descontração e “quebra o gelo”.

Conclusão

Por fim, terminar bem um discurso também é determinante para o seu sucesso.

Ao finalizar o discurso, deve-se resumir o que foi dito. Além disso, é importante, na maioria das vezes, incluir os seguintes elementos:

  • Resuma suscintamente o principal conteúdo do discurso;
  • Narre uma história compatível com o tema, que seja engraçada e interessante;
  • Utilize-se de uma boa citação e de uma frase de efeito;
  • Faça um apelo à ação;
  • Elucide as dúvidas do público;
  • Agradeça à plateia com sinceridade;
  • Ao encerrar a apresentação, despeça-se dizendo: “Obrigado pela atenção e ótimo dia a todos!” ou algo nesse sentido. Não use expressões como: “Por hoje é só” ou “Era isso que eu tinha para dizer”.

Quando o orador termina seu discurso de qualquer jeito ou desconhece a maneira correta de terminá-lo, o público perde o interesse. A conclusão da apresentação deve ser preparada com o mesmo cuidado que se prepara a introdução. Afinal, é a primeira impressão que vale, mas é a última impressão que fica!

Conduta: como se portar ao falar

Inicialmente, estude e domine o tema que será apresentado. Antes de discursar, alimente sentimentos e pensamentos positivos, focando no sucesso da sua apresentação. Imagine-se como anfitrião e, portanto, sinta-se responsável pelo conforto e satisfação daqueles que o ouvem. Por fim, pense que as pessoas que ali estão não querem perder tempo, logo desejam o seu triunfo.

Ao “subir no palanque”, não tenha pressa para começar. Respire tranquilamente, ajuste a altura do microfone, olhe para o público como um todo e, devagar e com volume de voz baixo, comece a discursar. Assim não manifestará insegurança para os ouvintes.

Ao iniciar o discurso, quando o desconforto de falar em público é maior, procure ganhar tempo para enfrentar esses momentos difíceis. Para tanto, se houver uma mesa diretora, por exemplo, cumprimente cada um dos componentes tranquilamente. E se conhecer um deles, aproveite a oportunidade para fazer algum comentário pessoal.

Antes da apresentação, quando já estiver no local, procure não pensar no que vai dizer; nesse momento é interessante se distrair - preste atenção no que as outras pessoas estão fazendo, no ambiente que o cerca etc. Além disso, prefira conversar com pessoas agradáveis; evite aquelas que o desagradam.

Prepare-se para responder a eventuais objeções ou perguntas. Com este cuidado dificilmente se surpreenderá diante da plateia.

Fale em bom tom e intensidade (nem muito alto nem muito baixo) - sempre conforme o ambiente em que se está; fale com ritmo, com velocidade frequente (nem muito rápido nem muito devagar) e altere moderadamente o volume e a velocidade da voz para dar-lhe entonação, atraindo a atenção dos ouvintes.

Cuide da pronúncia das palavras; fale com sentimento, porém sem exageros. Demonstre envolvimento e interesse pelo tema.

Se esquecer de algo (“der branco”), não se desespere. Tentar lembrar a sequência da apresentação, retomando a última frase. Se ainda assim não se lembrar, volte mais tarde ao assunto. Se esse recurso também não funcionar, fique tranquilo, certamente ninguém irá cobrá-lo por isso.

Ilustre o conteúdo da sua apresentação para torná-la mais atrativa: mostre tabelas, pesquisas e índices; dê depoimentos e conte experiências pessoais.

Conclua significativamente a sua apresentação. Resuma o que foi dito, enfatizando os principais pontos e, ao final, agradeça a presença do público. E lembre-se: evite finalizações como: “Era só isso que eu gostaria de dizer” ou “Por hoje é só”.

Ao final da sua apresentação, permaneça com a expressão facial e a postura positivas.

É importante salientar que, muito embora todas essas recomendações sejam válidas no momento da fala, nada é mais importante do que uma substanciosa preparação. Nada substitui a sua naturalidade e individualidade.

Como ler um discurso

Há três formas básicas de estruturar e de se apresentar um discurso: a fala improvisada, o discurso com base na anotação dos principais tópicos e o discurso em forma de leitura.

Discursos espontâneos, ainda que tenham sido preparados e estudados previamente, geralmente são muito mais agradáveis e interessantes de assistir. A leitura, ao contrário, é, em geral, enfadonha ao público.

Orienta-se, portanto, que o discurso em forma de leitura seja utilizado apenas em algumas ocasiões especiais, como:

  • Discursos de formaturas, em que o(s) orador(es) de turma representa(m) a vontade dos demais colegas formandos;
  • Agradecimentos de homenagens feitas a grupos, principalmente quando a fala representar a filosofia de várias pessoas ou o discurso for entregue à imprensa;
  • Discursos de posse de presidentes de entidades que, ao apresentarem as bases de sua administração, não podem improvisar;
  • Discursos de despedida de presidentes de entidades, que, em geral, fazem um levantamento de suas realizações ao deixar o cargo;
  • Pronunciamentos oficiais e
  • Discursos técnicos que não possam apresentar incorreções.

Concentre-se no fato de que a mensagem deve ser passada aos ouvintes e demonstre isso para eles. Para tanto, evite olhar para o texto todo o tempo, como se conversasse com o papel. Olhe sempre para a plateia, principalmente nos finais de frase e nas pausas de maior duração.

Para não se perder no discurso e no acompanhamento do texto, uma dica, enquanto olha para o público, é delimitar a linha de leitura com um dos dedos. Sustente o papel na altura correta, na linha da parte de cima do peito. Pois, se deixá-lo muito baixo, encontrará dificuldades para ler o texto e se deixá-lo muito alto, manterá seu rosto fora do alcance dos olhares da plateia.

Ao estruturar o texto, utilize apenas os dois terços superiores da página. O terço inferior da página em branco permitirá um melhor contato visual com o público, já que para ver os ouvintes bastará levantar os olhos, sem movimentar muito a cabeça.

Mantenha as notas ou fichas soltas, sem grampos ou clipes e numere-as de forma visível, para que você não se perca. Além disso, utilize letras grandes e espaçamento duplo ou triplo nas anotações, o que facilita a leitura. Termine toda página com um ponto final, para que você não corra o risco de interromper uma frase no meio enquanto vira a folha rapidamente. Antes da apresentação, leia o discurso várias vezes em voz alta. Essas são algumas indicações de como fazer um discurso em forma de leitura.

Improvisando

Improvisar: deixar a mente criar um pensamento de imediato e envolvê-lo com as preciosas vestimentas das palavras pronunciadas ao som da voz e adornadas por bela gesticulação. Este é o anseio constante de qualquer orador, porém poucos conseguem alcançá-lo.

Pode-se levar muito tempo para fazer um improviso considerável. Afinal, são elementos indispensáveis para a improvisação: o conhecimento; o automatismo da fala - resultado do treino e da experimentação; o vocabulário pronto; o potencial para a observação; a memória, a presença de espírito; a bravura e a confiança.

  • Caso você goste de improvisar, não confie a responsabilidade do discurso à sua memória. Neste caso, ela não é digna de confiança.
  • Do mesmo modo, não deixe o improviso por conta de sua autossuficiência. Na oratória, o improviso gera apenas gera resultados inconvenientes.
  • Se você vai discursar e pode preparar-se com antecedência, analise se a ocasião demanda uma improvisação ou um discurso escrito, mais qualificado.
  • Vai se preparar com antecedência? Inicialmente, pare; analise e estruture no papel os principais pontos que envolvem o tema. Assim, o improviso passará a ser antecipado e preparado. Importantes nomes da história eram também grandes oradores que se utilizavam do improviso. No entanto, improvisar já não era fácil – demoravam horas compondo as ideias e, principalmente, a temática que iriam defender. Foram destacados oradores: Cícero, Demóstenes, (Padre) Antônio Vieira, Nelson Mandela, Mahatma Gandhi, Winston Churchill.
  • Estime a atualidade e o cenário dos dados que serão por você utilizados durante o discurso e prepare-se, antecipadamente, para eventuais questões que poderão ser feitas a durante ou após a apresentação. Isso evitará que você seja surpreendido.

Se ao discursar você estiver exercendo uma representatividade (presidente de sindicato, federação, associação, diretório acadêmico etc.), lembre-se de mencionar o “nome” do ente que representa. Além disso, utilize sempre a primeira pessoa do plural – nós; exclua do seu vocabulário a expressão “eu acho”.

Critique sem ofender

Uma vez que palavras iguais podem ganhar diferentes cargas e significados a depender de como são faladas e colocadas nas frases, cuidado! O problema não está na palavra em si, mas na maneira em que é articulada. Ao evidenciar defeitos alheios, substitua a severidade das palavras por uma crítica franca e educada. Essa regra é válida para a vida pessoal e é primordial no meio profissional, afinal pode atenuar ou até mesmo eliminar o atrito entre patrões e subordinados.

Especialistas declaram que utilizar-se da agressividade para criticar um empregado é um engano que chefes e empregadores não podem levar a efeito. As sequelas podem ser catastróficas – desmotivam os criticados e fazem-nos sentir afastados dos propósitos que lhe foram confiados.

Muitos líderes praticam a denominada “tática do sanduíche”, em que qualidades são apontadas em meio às críticas. Porém, a realidade é que criticar é uma habilidade que exige, principalmente, polidez. O maior engano é confundir julgamentos pessoais com avaliação profissional, o que pode gerar desentendimento entre as partes. Ou seja, uma crítica correta é aquela que foca os fatos e suas consequências, e não o comportamento particular do indivíduo.

No momento da crítica, é importante colocar-se no lugar do outro, daquele que receberá o sermão. Também é necessário transmitir credibilidade.

Atenção! Não se esqueça de que as críticas devem ter momentos e ambientes adequados para serem proferidas. Datas próximas a eventos importantes e locais públicos não são ideais para tanto. Apenas elogios devem ser feitos em público.

Como criticar corretamente?

O líder deve orientar o subordinado na direção a ser seguida para melhorar os pontos em que foi criticado. Deve, também, colocar-se à disposição para aprofundar o assunto.

A sinceridade durante a conversa é essencial. Sarcasmo e críticas ironizadas em forma de brincadeiras de mau gosto ou piadas não são bem-vindos.

Além disso, não há sentido em criticar aquilo que não pode ser mudado. Por exemplo, não adianta interpelar um operador de telemarketing por ter a voz muito aguda. A solução, neste caso, seria propor um curso de dicção e reforçar as suas qualidades.

Se o alvo das críticas é o colega da mesa ao lado, enfatize a crítica salientando que não é somente ele que, na equipe, tem dificuldades para realizar determinada atividade.

Não se limite a criticar. Aponte falhas, mas também dê importância às contribuições do criticado para o grupo.

As conversações devem manter o mesmo nível, ou seja, quem critica jamais deve se mostrar superior àquele que é criticado. E lembre-se: quem aponta as falhas de alguém também pode ter as suas falhas apontadas.

Muito embora criticar o chefe seja um dos maiores temores do subordinado, é possível ser bem sucedido nessa tarefa. Para isso, a primeira dica é adotar o padrão de comunicação do chefe, ou seja, se ele for objetivo, também o seja etc. A segunda dica é evitar se expressar de maneira emocional. Além disso, evite palavras negativas que possam soar como uma ofensa pessoal ao chefe e, enquanto fala com ele, olhe nos seus olhos, o que os coloca em posição de igualdade.

Atentar para essas dicas é importante, pois se a investida não for bem sucedida, as consequências poderão ser graves, culminando inclusive em demissão.

Essas indicações valem não só para os relacionamentos profissionais como também para os pessoais.

Dúvidas Frequentes

Qual deverá ser a conduta do orador se ele não souber responder ao questionamento do ouvinte?

Vários são os motivos que levam o ouvinte a formular uma pergunta ao orador: vontade de aprender, dúvida, destacar-se no ambiente, afrontar ou até mesmo desafiar os conhecimentos de quem discursa.

Diante disso, cada situação poderá ser enfrentada de maneira diferente, desde que se mantenha a calma e identifique o propósito da indagação.

Em hipótese alguma invente as respostas. Se essa manobra for percebida pelo público, você certamente perderá a credibilidade e confiança em relação àquilo que fala. Por outro lado, dizer que desconhece a resposta talvez não seja a melhor solução, afinal sua autoridade poderia enfraquecer. Muitos acreditam que a sinceridade em reconhecer que não se sabe a resposta é uma qualidade, no entanto, quem já se viu numa situação semelhante sabe que isso nem sempre é a realidade. Somente não devem se preocupar muito com a repercussão de não saber a resposta os oradores que possuem inquestionável e ampla reputação na área do assunto tratado. Afora estes, antes de utilizar esse recurso, ou seja, de confessar que não sabe a resposta, algumas técnicas poderiam ser adotadas:

Se for possível identificar que o ouvinte que pergunta pretende destacar-se no ambiente, mostrar conhecimento, afrontar ou desafiar seus conhecimentos, uma sugestão é devolver a questão ao emissor. Exemplo: “O que você acha disso?” Desse modo, é possível receber a resposta do próprio interlocutor. Se mesmo assim a resposta não for positiva, ou seja, se o ouvinte não souber responder, atue conforme a sugestão seguinte.

Caso identifique que a pergunta tem sua origem na dúvida ou no ânimo de aprender, você poderá replicá-la à plateia. Exemplo: “O que vocês pensam a esse respeito?”. Assim também haverá chances de que algum ouvinte ajude-o com a resposta. Às vezes uma sugestão do público já é suficiente para que se encontre uma resposta para a questão formulada, afinal o assunto abordado em um discurso é sempre de grande conhecido do orador. Por fim, ainda que ninguém responda à sua indagação, haverá uma repartição da responsabilidade com todos ali presentes, e nesse momento você poderá se colocar à disposição para pesquisar a solução para o questionamento em nome de todos, resguardando assim a sua reputação.

Se entender que a situação é hostil para adotar qualquer uma dessas sugestões e que no decorrer da apresentação poderá solucionar a questão, peça para retomar o tema. O público dificilmente discordará e assim você ganhará tempo para adequar sua resposta ou para depois conversar a sós com quem fez a pergunta e dizer que pesquisará a respeito. Por fim, se julgar que nenhum desses métodos será eficaz, não titubeie e reconheça que não sabe a resposta.

O que fazer quando alguém conversa na plateia, atrapalhando a apresentação?

Erroneamente, quando percebem conversa ou ruídos na plateia, alguns oradores aumentam o tom de voz, passando a falar com maior intensidade – mais alto. No entanto, comportar-se dessa maneira não soluciona o problema, podendo até mesmo agravá-lo. Passa a haver uma espécie de disputa, em que o ouvinte (participante no auditório) também elevará a intensidade da fala. Recomenda-se falar em tom mais alto apenas na primeira ou na segunda frase, para advertir aquele que fala. Depois se aconselha diminuir o volume da voz, falar mais baixo, para que a voz da pessoa na plateia se destaque no local, obrigando-a a ficar naturalmente calada.

Passe a discursar olhando na direção de quem conversa. Se o primeiro método - falar mais baixo - não adiantar, a próxima sugestão é olhar fixamente na direção de quem conversa, falando sempre com volume mais baixo. Ao perceber que foi notada, talvez a pessoa se cale.

Se os dois métodos falharem, no entanto, pare de falar e permaneça olhando fixamente na direção daquele que perturba a sua apresentação. Raramente alguém continuaria a se manifestar na plateia, percebendo que o orador parou de discursar e lhe dirige o olhar.

É desagradável ter que pedir para que a pessoa se cale. No entanto, se depois de todas as tentativas o problema persistir, não tema, peça que o falastrão aquiete-se!

Por fim, como último recurso, se nada disso adiantar, retire a pessoa do recinto. Se todos esses procedimentos já foram viabilizados para tentar manter o curso normal da exposição, mas nada adiantou, aquele que não está interessado no seu discurso e não manifesta nenhum respeito ao ambiente deve ser excluído. Peça a pessoa que se retire da sala. Mas, atenção! Antes de tomar essa medida, certifique-se de que tem autoridade para fazê-lo e de que essa postura é conveniente. Exemplo: Como poderia retirar alguém do recinto se essa pessoa é membro da chefia de uma empresa com a qual pretendemos negociar nossos serviços?

Nesse caso, se o sujeito continua conversando e atrapalhando a apresentação e não existe autoridade para retirá-lo da sala, não há mais nada que possa ser feito. Porém, antes de desistir, procure pela última vez envolvê-lo no contexto - faça uma pergunta bem simples relacionada com o assunto cativá-lo pela sua própria resposta.

Se depois de todas essas tentativas, julgadas que o esforço foi em vão, pare de falar e se retire do ambiente.

Se um orador comete um erro, deve corrigi-lo ou deve continuar o discurso?

Depende. Se o erro cometido prejudicar a compreensão do público, como, por exemplo, transmitir uma notícia errada, deverá corrigi-lo sem dar excessiva importância ao fato. Reconheça o erro, se possível de forma descontraída, e continue. Desculpar-se insistentemente ou dar muitas explicações é desconfortável tanto para o orador quanto para os ouvintes.

Se, no entanto, o engano não prejudicar o entendimento da plateia, dê continuidade ao discurso sem interrompê-lo e, se possível, utiliza novamente a palavra em uma das orações seguintes, demonstrando que realmente se tratou de um erro.

Erros são naturais e, às vezes, inevitáveis. Todos estão sujeitos a eles, afinal ninguém conhece tudo. Logo, não tente impressionar, passando uma falsa imagem que de que é a máxima autoridade no assunto. Ninguém é e não é necessário perder tempo com este tipo de farsa. Quem teme errar não aprende.

Como o orador deverá organizar a matéria do seu discurso?

Inicialmente, reúna os conteúdos dos quais puder recordar-se sem recorrer a qualquer tipo de consulta.

Depois, entreviste uma autoridade ou especialista no tema que será por você abordado.

Em seguida, pesquise por meio da internet e consulte livros, revistas, periódicos e registros da sua biblioteca particular e de bibliotecas públicas, livrarias e publicações de jornais.

Reúna todas as informações relacionadas ao tema numa folha de papel e, depois dessa primeira etapa, selecione as que considerar mais importantes.

Divida as informações que incluirá no discurso em três ou quatro partes, conforme a sua natureza.

Adeque esse material na ordenação didática da fala, estude e treine várias vezes e estará apto para discursar.

Como conservar o interesse do público por bastante tempo?

Qualquer assunto bem preparado e bem orientado interessa ao público. Entretanto, há temas que são mais difíceis de despertar o interesse do que outros e, por isso, exigem maior concentração e empenho dos ouvintes.

Alguns procedimentos poderão ajudar a conservar o interesse da plateia:

Prepare o ouvinte para receber as principais informações da apresentação. Para isso, interaja com a plateia, proponha reflexões e faça perguntas, como: “Qual a maneira de solucionar esse problema?” ou “O que o nosso adversário deve ter pensado?” Assim, quando as informações forem colocadas, o público estará interessado em ouvi-las.

Ao perceber sinais de tédio ou cansaço na plateia, narre uma pequena história ou anedota descontraída, sem conexão com o tema exposto. Esse comportamento aliviará a mente dos ouvintes, revigorando seu interesse e tornando-os mais atentos quando retomarem ao assunto da apresentação. Recomenda-se apenas que esse assunto paralelo não se prolongue muito, para que a concentração da plateia não se perca completamente, pois nesse caso seria difícil retomar a linha de raciocínio.

Quando ocorrer o “branco” e não encontrar palavras para prosseguir, o que deverá ser feito?

O “branco” pode ocorrer essencialmente por três motivos: nervosismo extremo, falta de conhecimento profundo sobre o assunto tratado e falta de preparo na ordenação das várias partes do discurso.

O “branco” dificilmente ocorrerá se você estiver bem preparado para falar em público - sem medo; se tiver conhecimento profundo sobre o conteúdo da mensagem e tiver ordenado corretamente as partes da apresentação.

Se mesmo assim esse fato acontecer, retome as informações anteriores, se possível com outras palavras, como se revisasse para facilitar o entendimento do público, e assim terá mais tempo para lembrar a expressão ou frase esquecida. Se mesmo com esse procedimento você não se recordar da informação, não toque mais no assunto esquecido e prossiga com apresentação. A plateia certamente não compreenderá o ocorrido ou julgará que se tratou de um pequeno erro ou de uma nova opção do palestrante. Se, no entanto, sentir que esse método não é o melhor a ser adotado, diga ao público que mais a frente se recordará da informação esquecida e, se não se lembrar, os interlocutores talvez nem percebam que em determinado momento da exposição houve um esquecimento.

Em quaisquer circunstâncias mantenha a calma e a tranquilidade. Assim, maiores serão as chances de obter um resultado satisfatório.

Quais cautelas devem ser tomadas para se utilizar bem os recursos visuais numa apresentação?

Na comunicação, os recursos visuais são importantes. Se utilizarmos apenas palavras para transmitir uma mensagem, após três dias os ouvintes se recordarão de apenas 10% do que foi dito; se, no entanto, a mensagem for transmitida verbalmente, acompanhada de recursos visuais, o público se lembrará de 65% da mensagem comunicada.

A mensagem deverá ser transmitida com a contribuição de recursos visuais se atender a pelo menos três propósitos essenciais:

  • ampliar o potencial de memorização da plateia;
  • ressaltar as principais informações;
  • facilitar o acompanhamento do raciocínio por parte dos ouvintes;

Assim, utilize recursos visuais como apoio para a sua apresentação – para ilustrá-la e para que se lembre dos tópicos que irá abordar. Não os use apenas porque são bonitos ou porque todos estão usando. E, se a utilidade for exclusivamente acompanhar os pontos principais da apresentação, é recomendável utilizar um roteiro simples, feito numa folha de papel.

Ao criar um visual tome os seguintes cuidados:

  • utilize letras com tamanho visível a todos da plateia;
  • coloque apenas a ideia central da mensagem traduzida em tópicos e pequenas palavras ou expressões;
  • quando possível, transforme os números em gráficos;
  • use cores, porém moderadamente.

Qual é o segredo, afinal, para se tornar um bom orador?

Para dominar as técnicas de oratória são necessárias vontade, determinação e perseverança; não há caminho fácil, que não seja árduo e trabalhoso. O aprendizado para se tornar um bom orador é geralmente sofrido e solitário; dependerá sempre de quem deseja falar bem.

Como participar do Curso de Oratória Simon Wajntraub

Inicialmente, é marcada uma consulta para uma avaliação do aluno e, a partir dela, é estipulado o número de aulas necessárias.

Na primeira etapa, são realizadas consultas fonoaudiológicas, visando à correção de eventuais problemas da voz ou da fala que o aluno apresente.

Depois disso, são realizadas as aulas de oratória e argumentação sob pressão em grupo.

As aulas presenciais de oratória acontecem num salão com palco, microfone, datashow, videokê, retroprojetor e vídeo, onde se simulam situações de improviso como: debates, reuniões, discursos, peças de teatro, dinâmicas de grupo, defesa oral etc.

Há também treinamento específico para palestras, seminários, teses, monografias e provas orais de concursos públicos, principalmente na área jurídica.

A participação do aluno é sempre gravada em vídeo, para que ele possa se auto-avaliar.

A experiência e capacidade intelectual e profissional dos executivos, profissionais liberais, empresários, estudantes, políticos, entre outros, que frequentam o curso, proporciona a todos os alunos uma constante troca de informações, o que os ajuda a desenvolver cultura geral e a estabelecer contatos comerciais e profissionais.

É comum adolescentes frequentarem o curso de oratória, aconselhados pelos pais que já o fizeram, tendo como objetivo paralelo a definição da carreira profissional que irão abraçar, por meio das informações que podem assimilar dos mais variados profissionais que participam das aulas.

Também donas de casa e aposentados procuram o curso para se manterem atualizados e ativos.

Durante as aulas são servidos lanches e refeições.

Todas as consultas, atendimentos e aulas são realizados diretamente pelo Fonoaudiólogo Simon Wajntraub.

As aulas duram entre três e quatro horas, e podem ser realizadas presencialmente ou pela Internet, através de sitema de teleconferência.

Instituto de Oratória Simon Wajntraub